A narrativa de Martin Amis revira o mundo com linguagem. Mundo, e linguagem, por um personagem , em primeira pessoa, que conversa o tempo todo - sempre embriagado e alucinadamente- com o leitor sobre a sociedade do consumo, do sexo, do dinheiro e coisa e tal. A corrosiva fala interior deste John Self pede sempre nossa adesão a como ele está ( sempre em apuros, numa ação incontida). Sua lucidez, embriagada, é simpática, invencível! Convivemos verbalmente com este diretor de comerciais e filmes pornô, quase sempre na ponte aérea London/ New York, através de linguagem que narra e mobilisa a miséria moral do dinheiro. Pela linguagem de plástica verbal ( sim, que se plasma no coloquial, nas coisas urbanas incorporadas), numa forma metafórica impressionante, vamos sabendo, e nos deparando com a realidade assim como com seu interior, por quem está dentro, numa forma de consciência, visceral, de que primeiro mundo participa: o da consumação capitalista, barata, da vida. E a moral de GRANA, a grande sacada deste livro, é a sobrevivência, algo patética e irônica, também, deste personagem / narrador, o John Self, que chega a discutir com o autor, Martin Amis ! Só ao final do romance vamos visualiza
r sua fisicalidade transbordante, tanto como o discurso e linguagem narrativa incessante; ele está quase quase acabado pelas peripécias do dinheiro mas sobrevive ao próprio romance, a si mesmo e aos excessos, e consequente falta, de GRANA! Sabermos, só ao final, de sua fisicalidade parece completá-lo. Ele que vivia ansiosamente num loucura só, afinal se completa com si mesmo... é tão curioso...engenhoso existencialmente!
r sua fisicalidade transbordante, tanto como o discurso e linguagem narrativa incessante; ele está quase quase acabado pelas peripécias do dinheiro mas sobrevive ao próprio romance, a si mesmo e aos excessos, e consequente falta, de GRANA! Sabermos, só ao final, de sua fisicalidade parece completá-lo. Ele que vivia ansiosamente num loucura só, afinal se completa com si mesmo... é tão curioso...engenhoso existencialmente! 

Aqui, na foto deste filme de 1938, MICHAEL REDGRAVE, personagem pesquisador de dança e música folclórica num país imaginário (quase ao começo da 2º Guerra Mundial) sai pela janela de uma locomotiva para procurar, entrando por outra janela de outra cabine, a Senhora Froy. Ela desaparecera no trem em movimento, num movimento do cinema. Todos os personagens estavam numa hospedaria provisória a esperarem a neve ser retirada da trilha férrea para tomarem o trem.UMA MUDANÇA. Neste trem vai a professora de música, a senhora Froy, uma simpática velhinha que acha o país, do qual não sabemos o nome, adorável. Ela desaparece na viagem...THE LADY VANISHES...do inglês , simplesmente, Alfred Hitchcock...
Ao final Mrs Froy, feita por Dame May Litty, aparece tocando ao piano, em Londres, música que trazia uma mensagem, segredos. Ela era espiã... Filme de uma época em que a Europa estava ficando esquisita como os vilões conspiradores no filme ( um médico canastrão, um mágico gordo italiano, uma duquesa de má aparência). A guerra começaria...
Um filme de esperança, e humor, no ar em ritmo incansável de um trem...








































